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Mais Saúde com Agente diploma 3.636 profissionais no RS e reforça qualificação da Atenção Primária e da Vigilância em Saúde

fev 25, 2026 | Destaque, Notícias

Cerimônia realizada em Porto Alegre, no dia 12 de fevereiro, teve abrangência estadual.

Foto: PMSA / Arquivo. Créditos: Fernando Koch.

No dia 12 de fevereiro, Porto Alegre sediou a formatura de mais uma turma de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) do Programa Mais Saúde com Agente, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à qualificação técnica de trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). A cerimônia ocorreu no Espaço Party Room e reuniu representantes do Ministério da Saúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e de gestores estaduais e municipais.

No Rio Grande do Sul, foram diplomados 2.831 ACS e 805 ACE nesta segunda turma, totalizando 3.636 profissionais formados no estado nesta etapa. Considerando as duas turmas já concluídas, o RS soma 9.437 agentes diplomados. Em âmbito nacional, o programa já certificou 300.948 agentes, consolidando-se como uma das maiores ações de educação técnica em saúde do país.

O Mais Saúde com Agente foi estruturado para oferecer formação técnica de nível médio aos ACS e ACE de todo o Brasil, por meio de dois cursos articulados aos territórios de atuação: o Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde e o Curso Técnico em Vigilância em Saúde com Ênfase no Combate às Endemias. A formação ocorreu em formato híbrido, com 40% da carga horária realizada a distância e 60% em atividades práticas desenvolvidas nos próprios territórios, acompanhadas por tutores e preceptores das redes municipais de saúde.

A iniciativa busca enfrentar desigualdades históricas no acesso à educação profissional técnica, especialmente entre trabalhadores da Atenção Primária e da Vigilância em Saúde. A maioria dos agentes formados é composta por mulheres e pessoas negras, o que confere ao programa também um papel estratégico na promoção da equidade e na valorização profissional.

Durante a cerimônia, a coordenadora-geral do Projeto Mais Saúde com Agente na UFRGS, Luciana Barcellos Teixeira, destacou o caráter inédito e transformador da iniciativa. Segundo ela, o momento de diplomação simboliza o encerramento de um ciclo iniciado em 2020 dentro da Universidade.

“É um momento festivo depois de um trabalho imenso iniciado em 2020 na UFRGS. Tivemos, ao longo desse processo, 200 mil vagas ofertadas na primeira turma, com mais de 90% de diplomados. Foi um trabalho inédito para todos nós, que realmente nos deu orgulho de executar. Na segunda turma, foram ofertadas 180 mil vagas, e já estamos próximos de alcançar o mesmo êxito.”

Luciana ressaltou que o programa mobilizou diferentes áreas da universidade e exigiu a construção de uma complexa rede nacional de tutoria e preceptoria.

“Desde o início, nossa equipe buscou promover um ensino de excelência, como fazemos no cotidiano, apesar dos desafios de olhar para o mapa do Brasil e estruturar processos de tutoria e preceptoria para regiões com realidades muito distintas. Procuramos manter a relação orgânica que a universidade tem com a sociedade, oferecendo educação pública de qualidade de forma democrática e pluricultural. Liberdade, respeito às diferenças, justiça e solidariedade nortearam nossa prática educativa.”

Para ela, o impacto da formação vai além da certificação técnica.

“Temos certeza de que todos vocês foram transformados de alguma forma por esse projeto. Estudar é sempre transformador: abre portas, traz novos conhecimentos, possibilita reflexão crítica e interação entre pessoas. É nessa interação que se dá a transformação e se qualifica a prática. E isso se traduz em melhores condições de saúde para a população, que é o nosso objetivo final. Foram muitos os desafios, mas os resultados mostram que valeu a pena.”

Representando a UFRGS, o vice-reitor Pedro de Almeida Costa enfatizou o significado institucional da certificação.

“Vocês estão se formando pela UFRGS. Têm nas mãos um diploma da melhor universidade pública federal do país. Pensamos sempre em uma dimensão humana da formação e esperamos que esse processo tenha sido uma oportunidade para nos tornarmos cada vez mais humanos.”

Ele reforçou o papel social da universidade pública na consolidação de políticas públicas estruturantes.

“A universidade pública precisa estar voltada a colaborar com políticas que fazem diferença no dia a dia dos cidadãos do país. Essa formação nos enche de orgulho por fazermos parte de um projeto que aprimora uma política pública nessa escala: uma política massiva, importante, altamente qualificada e que pode contribuir fortemente para a transformação das realidades de muitas pessoas que precisam.”

Além da qualificação técnica, o programa tem promovido a integração entre ACS e ACE nos territórios, estimulando debates, ações educativas e práticas interdisciplinares que ampliam o olhar crítico dos profissionais sobre as realidades locais e fortalecem as redes de cuidado.

Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com aproximadamente 8.307 Agentes Comunitários de Saúde e 2.625 Agentes de Combate às Endemias em atuação nos municípios, totalizando cerca de 10.932 profissionais integrados à Atenção Primária e às ações de vigilância em saúde.

A próxima etapa do programa será a 2ª Mostra Nacional do Mais Saúde com Agente, marcada para os dias 18 e 19 de março, em Brasília.

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